Brasília, 4 de agosto de 2025 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na tarde desta segunda-feira a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, após constatar o descumprimento reiterado de medidas cautelares impostas pela Corte.

 

A decisão estabelece que Bolsonaro deve usar tornozeleira eletrônica, terá os celulares recolhidos, ficará proibido de receber visitas — com exceção de advogados e pessoas previamente autorizadas — e não poderá se comunicar com investigados, diplomatas ou publicar vídeos por meio de terceiros. A medida ocorre após Bolsonaro aparecer em uma chamada de vídeo transmitida por redes sociais ligadas a seus filhos, durante um ato em Copacabana, considerado violação das restrições impostas.

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Fontes próximas ao governo dos Estados Unidos afirmam que o ex-presidente Donald Trump estuda uma resposta oficial à prisão domiciliar de Bolsonaro nas próximas semanas. Trump já havia classificado as investigações no Brasil como uma “caça às bruxas” e impôs, no mês passado, tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, em um gesto que visava pressionar politicamente o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Nos bastidores da diplomacia, a decisão de Trump gerou forte repercussão. A ofensiva comercial foi interpretada como uma tentativa de interferência direta nos assuntos internos brasileiros, o que elevou ainda mais a tensão entre os dois países. Desde então, setores ligados ao Itamaraty e à Casa Branca mantêm negociações discretas, enquanto se aguarda um possível novo posicionamento do ex-presidente norte-americano.

 

A situação de Bolsonaro segue como um dos principais focos de atenção no cenário político nacional e internacional. Com a ordem de prisão domiciliar agora em vigor, a expectativa é de que o embate jurídico e diplomático se intensifique nas próxi

mas semanas.