La Paz, 17 de agosto de 2025 – A Bolívia entrou oficialmente em uma nova fase política neste domingo. Após quase 20 anos de domínio da esquerda pelo Movimiento al Socialismo (MAS), o país caminha para uma alternância de poder. O resultado das urnas levou ao segundo turno os candidatos Rodrigo Paz, de centro-direita, e o ex-presidente Jorge Quiroga Ramírez, de direita conservadora.

 

🔹 Quem são os candidatos no segundo turno?

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Rodrigo Paz Pereira (Centro-direita)

Atual senador e filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora. É visto como moderado, defende reformas econômicas pró-mercado, mas promete manter políticas sociais básicas. Ganhou apoio de setores urbanos e da classe média cansada da polarização.

 

Jorge “Tuto” Quiroga Ramírez (Direita conservadora)

Foi presidente da Bolívia entre 2001 e 2002. Defende um rompimento com o legado do MAS, aproximação dos EUA e distanciamento da Venezuela e Cuba. Tem discurso mais duro contra sindicatos e movimentos sociais que ainda apoiam o partido de Evo Morales.

 

 

> O empresário Samuel Doria Medina, também da direita, terminou em terceiro lugar, mas seu apoio será decisivo para definir o vencedor. Analistas acreditam que ele pode se aliar a Quiroga no segundo turno.

 

 

 

🔹 Reações internacionais

 

EUA: Washington já sinalizou que vê com bons olhos a possibilidade de um governo de centro-direita ou direita, apostando em maior abertura econômica e cooperação energética.

 

Venezuela e Cuba: Caracas e Havana manifestaram “preocupação” com o resultado e classificaram a votação como “um retrocesso para a integração latino-americana”.

 

Brasil: O governo brasileiro acompanha de perto, já que a Bolívia é importante fornecedora de gás natural. Brasília teme instabilidade no processo de transição.

 

 

🔹 O que está em jogo

 

1. Fim da era MAS – O partido que governou por quase duas décadas terá de se reorganizar diante de seu pior desempenho histórico.

 

 

2. Economia em crise – Inflação, escassez de combustíveis e queda nas exportações são desafios imediatos.

 

 

3. Alianças políticas – O apoio de Samuel Doria Medina e de partidos menores será decisivo no segundo turno.

 

 

4. Relação externa – Uma guinada à direita pode reposicionar a Bolívia na política internacional, com impacto direto no Mercosul e na Unasul.

 

 

 

🔹 O próximo passo

 

O segundo turno está marcado para 19 de outubro de 2025, e promete ser a eleição mais acirrada das últimas décadas. Independentemente do vencedor, será a primeira vez em 20 anos que a Bolívia terá um presidente fora do MAS, abrindo caminho para uma nova fase política no país